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Biografia

Dar aulas, pintar um quadro, desenhar um projeto, preparar uma aula e depois outra, corrigir monografias... Essa intensidade de ações diversificadas é o que rejuvenesce o arquiteto paisagista, artista plástico e professor universitário, Plínio de Toledo Piza Filho, que tem como desafio conciliar as carreiras de que tanto gosta.
“Acho que poucas pessoas têm a possibilidade de trabalhar com áreas tão diversas e ao mesmo tempo correlatas. Essa diversidade é um privilégio”, reflete o docente que, aos 75 anos, não pretende deixar esse dinamismo de lado tão cedo.
Formado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) em 1973 e mestre pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Plínio Piza concilia as aulas na graduação da UNITAU e em cursos de pós-graduação em mais quatro instituições. Além da docência e da carreira artística, Plínio é funcionário da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo – da qual irá se aposentar no próximo ano –, onde desenvolve projetos paisagísticos, principalmente para parques da cidade.
Aos 16 anos de idade, em seu intercâmbio para os Estados Unidos, Plínio teve o primeiro contato com a Arte na High School, decidindo seguir uma profissão artística em seu retorno para o Brasil. Já na graduação de Arquitetura, o estágio no Rio de Janeiro com Roberto Burle Marx [arquiteto paisagista brasileiro de renome internacional], foi definitivo para a aproximação com o paisagismo.
Plínio confessa ter uma afetividade maior com a Universidade de Taubaté – onde trabalha há 18 anos –, pelo fato de ser um curso contínuo (diferente dos de pós-graduação), o que lhe possibilita contato maior com os alunos. Dedicado, o docente procura transmitir as experiências que possui de maneiras variadas, inclusive com viagens. “Aliado ao tempo em aula, a relação extraclasse é muito positiva”, enfatiza.
Casado há 40 anos e pai de três filhos, o paulistano diz que além de desenhos e pinturas, gosta de futebol e cinema. Corintiano e bem humorado, o docente se define como alegre e um eterno otimista. “Costumo ver as dificuldades minimizadas e as possibilidades positivas ampliadas”, conta Plínio, que se emociona ao dizer que tem o pai (já falecido) como referência pessoal.

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